Na Delonay, setembro, outubro e novembro são os meses que concentram pedidos. Dezembro ainda tem volume, e em janeiro e fevereiro quase tudo vira agendamento, com pronta entrega bem difícil de conseguir. Esse é o calendário da fábrica. O seu calendário sai de uma conta simples: pegue o dia em que a peça precisa estar pendurada e vendendo, e volte no tempo o prazo do pedido, que fica em torno de 10 a 18 dias quando a peça está em estoque e entre 38 e 46 dias quando é encomenda.
Quem faz essa conta em agosto compra tranquila. Quem faz em janeiro descobre que a data já passou.
O que este texto responde:
- Quanto tempo leva, na prática, entre fechar o pedido e a peça chegar
- Por que a mesma fábrica entrega em dois dias e em trinta
- Em que mês a fábrica lota
- Qual é o gatilho certo para encomendar de novo
- Como montar o calendário da sua loja, que não é igual ao de ninguém
Quanto tempo demora entre eu fechar o pedido e a peça chegar na minha loja?
Entre 10 e 18 dias quando a peça está em estoque, e entre 38 e 46 dias quando ela precisa ser produzida. Essa é a média da operação da Delonay, e a diferença entre os dois números é a informação mais importante deste texto.
A cadeia é esta:
| Etapa | Prazo médio |
|---|---|
| Pedido até confirmação | 24 horas |
| Envio, quando a peça está em estoque | 48 horas após a confirmação |
| Produção, quando é encomenda | 30 dias em média |
| Frete até o Sudeste | Em torno de 7 dias |
| Frete até destinos mais distantes | Até 15 dias |
Somando: um pedido de pronta entrega fecha em torno de duas semanas até a porta da loja. Um pedido de encomenda fica perto de um mês e meio.
Esses prazos são média, não garantia. A Delonay trabalha com agendamento e alto volume de recompra, então a data do seu pedido é confirmada no momento em que ele é fechado, e não presumida a partir desta página. Use os números aqui para planejar, e confirme a data real quando for comprar.
E note o que a tabela não inclui: o tempo da sua própria loja.
Por que a mesma fábrica entrega em dois dias e em trinta?
Porque são duas situações diferentes, lojista. Quando o modelo, a cor e os tamanhos que você quer já estão prontos no estoque, a Delonay separa e despacha. Quando não estão, a peça entra na fila de produção.
Isso não é falha de fornecedor. É como funciona uma fábrica que atende centenas de lojistas com recompra alta: a linha de produção tem capacidade finita e trabalha por agendamento. Nenhuma fábrica de moda praia mantém em estoque todos os modelos, em todas as cores, em todos os tamanhos, o ano inteiro. Não existe capital que sustente isso, e a lojista que ouve essa promessa deveria desconfiar dela.
A consequência prática para você é direta. Se o seu pedido inclui um modelo específico que a cliente já está pedindo, o prazo que importa é o de encomenda, não o de pronta entrega. E se você monta o calendário assumindo 48 horas para tudo, você vai errar por mais de um mês no item que mais importa.
Em que data eu preciso fechar o pedido, então?
Comece pela pergunta certa: em que dia essa peça precisa estar pendurada, fotografada e divulgada? Não é o dia em que a caixa chega. É o dia em que a cliente consegue comprar.
A conta é esta:
Data de fechar o pedido = data de loja pronta − preparo da loja − frete − prazo da fábrica − folga
O preparo da loja é a parcela que quase todo mundo esquece. Conferir a caixa, checar quantidade e tamanho, precificar, fotografar, subir no Instagram e no catálogo. Isso leva dias, e enquanto não acontece a peça está na sua loja sem estar vendendo. Caixa recebida não é produto à venda.
O Sebrae faz exatamente essa ligação quando trata de previsão e giro de estoque: o prazo de entrega do fornecedor é o que determina o tamanho do estoque que a loja precisa carregar. Prazo curto permite estoque enxuto. Prazo longo obriga a comprar antes e em maior quantidade, porque não dá para correr atrás depois.
Traduzindo para a sua loja: se você compra encomenda, você precisa decidir com mais de um mês de antecedência. Não porque alguém está apressando você, mas porque a matemática não permite outra coisa.
Um exemplo de como a conta fica na prática. Uma lojista da Bahia que quer a grade completa vendendo no dia 1º de dezembro precisa contar para trás cerca de 10 dias de preparo da loja, até 15 dias de frete e 30 dias de produção. O pedido dela precisa estar fechado em meados de outubro. Se ela lembrar disso em novembro, a peça chega em janeiro.
Em que mês a fábrica lota e a pronta entrega fica difícil?
Setembro, outubro e novembro. Esses são os três meses em que a Delonay recebe mais pedidos, e dezembro ainda vem forte. A partir de janeiro, quase tudo vira agendamento, e conseguir pronta entrega fica bem difícil.
Esse dado inverte o que o mercado costuma dizer. A mensagem que circula é “chegou o verão, corre para comprar”. Só que quem corre em janeiro chega na fila. O momento em que a lojista mais sente urgência é justamente o momento em que a fábrica tem menos capacidade livre, porque todo mundo sentiu urgência ao mesmo tempo.
O planejamento também não é uma exigência da fábrica. A venda não começa quando a cliente entra na loja, começa quando a lojista decide o que vai comprar para revender. A decisão de compra é uma etapa da venda, e ela acontece meses antes.
Então a leitura do calendário da fábrica é esta. Entre agosto e outubro você está no melhor momento para encomendar com prazo confortável. Entre novembro e dezembro você ainda consegue, com margem apertada. De janeiro em diante, o que você não encomendou antes provavelmente não chega a tempo de vender nesta temporada.
Eu espero acabar o estoque para repor, ou encomendo antes?
Encomende antes. O gatilho certo de recompra é a peça começar a vender bem, não o estoque acabar.
Esse é o erro mais comum que aparece na operação. A lojista compra, vende, e deixa para repor quando a grade zera. Aí ela descobre que aquele modelo não está mais em pronta entrega, porque a demanda de verão levou o estoque embora, e o que sobra é esperar a produção. Nesse intervalo ela fica sem o produto que estava girando, justamente no mês em que ele girava.
Quem encomenda quando o modelo começa a vender chega na temporada seguinte com o produto certo na arara.
Na prática isso significa olhar o giro, não o saldo. Se um modelo saiu bem nas duas primeiras semanas, ele é candidato a recompra imediata, mesmo com peças ainda na loja. Se o tamanho M de um biquíni acabou primeiro e os outros ainda estão parados, isso é sinal de que a grade seguinte precisa de mais M, e não de que está tudo certo porque ainda tem estoque.
Há uma vantagem específica de moda praia aqui: top e calcinha são vendidos separados, então você pode repor só a parte que está girando, sem carregar a peça inteira.
Moda praia e moda fitness seguem o mesmo calendário?
Não seguem, e o nível de certeza é diferente para cada uma.
Para moda praia existe um sinal externo forte. A pesquisa Tendências de Turismo Verão 2025, feita pelo Ministério do Turismo com a Nexus, apontou que 35% dos brasileiros pretendiam viajar a lazer entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, e que a praia era o principal atrativo para 54% de quem ia viajar. A Bahia apareceu como estado mais citado, com 16% das menções. Foram 5.542 entrevistas nas 27 unidades da federação, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Isso mede intenção de viagem, não venda de biquíni. Mas indica onde o país está entre dezembro e fevereiro, e o abastecimento de praia precisa estar resolvido antes disso.
Para moda fitness a evidência é bem mais fraca, e vale dizer com todas as letras. Um estudo publicado na Research, Society and Development acompanhou 5.135 novos alunos de uma academia de uma cidade do Nordeste, entre 2009 e 2016, e encontrou os maiores volumes de matrícula em janeiro, julho e outubro, com os menores em fevereiro, junho e dezembro. É uma academia, numa cidade, e mede matrícula e não compra de roupa. Serve como hipótese para você testar na sua loja, e não como calendário nacional de moda fitness.
O que fazer com isso: trate praia e fitness como dois calendários separados no seu caderno. Se você misturar as duas categorias numa conta só, a linha que vende o ano inteiro esconde a que é sazonal, e você acaba comprando as duas na hora errada.
Comprar antes é o mesmo que comprar demais?
Não é, e a diferença está em dar função ao dinheiro em vez de espalhar ele.
Antecipar significa decidir cedo. Comprar demais significa concentrar capital em aposta. Uma coisa protege o giro e a outra trava o caixa, e é possível fazer as duas ao mesmo tempo, que é o pior cenário.
A separação que funciona é esta:
- Base comprovada. Os modelos que você já sabe que saem. É onde a maior parte do dinheiro vai, e é o que mais justifica encomendar com antecedência, porque você não está apostando.
- Teste. Cor nova, modelagem nova, estampa que você não conhece. Quantidade controlada, com perda aceitável definida antes de comprar.
- Folga de caixa. Dinheiro reservado para o que a temporada confirmar. Sem essa folga, você descobre o que está vendendo e não tem como agir.
Não existe percentual universal para dividir esses três blocos. Ele sai do seu histórico e do seu orçamento, e quem publica percentual fixo está chutando.
Uma coisa entra na conta e quase sempre é ignorada: o estoque que você já tem. O Sebrae Minas trata isso no material sobre planejamento de compras, e a lógica é direta. Peça encalhada de temporada passada que ainda conversa com a coleção nova deve ser contada no valor da compra nova, e o que não tem mais saída precisa ser resolvido antes da mercadoria nova entrar, senão o excesso imobiliza o caixa duas vezes.
O que eu preciso anotar agora para acertar a data no ano que vem?
Oito informações, e todas cabem num caderno. A ideia não é montar planilha, é ter o que consultar quando chegar a hora de decidir.
| O que anotar | Para que serve |
|---|---|
| Data da venda | Descobrir em que semana o giro começou de verdade na sua cidade |
| Modelo e categoria | Saber qual linha sustenta a temporada |
| Tamanho que entrou e que saiu | Corrigir a grade do próximo pedido |
| Canal da venda (loja, WhatsApp, Instagram) | Separar demanda local de demanda online |
| Custo da peça com frete rateado | Precificar sabendo o custo real, e não o de tabela |
| Cliente que pediu e você não tinha | Medir a venda perdida, que não aparece no caixa |
| Datas do fornecedor (pedido, confirmação, expedição, recebimento) | Ter o seu prazo real, e não a média |
| Sobra no fim da temporada | Saber o que não repetir |
A última linha da tabela é a que mais paga. Quando você anota as datas do seu próprio pedido, você para de trabalhar com média de fábrica e passa a trabalhar com o seu número, medido no seu trajeto, com a sua transportadora.
Um ciclo de doze meses já dá base para decidir. Dois ciclos deixam o calendário confiável. Se você está começando agora e não tem histórico, comece a anotar nesta temporada e trate o primeiro calendário como hipótese que você vai corrigir no ano que vem.
Perguntas frequentes
Qual é o melhor mês para comprar moda praia no atacado?
Não existe um mês certo para todas as lojas. Existe uma data certa para a sua, que sai da conta entre o dia em que a peça precisa estar vendendo e o prazo do pedido. Como referência, quem quer grade completa vendendo em dezembro precisa fechar encomenda por volta de outubro.
Quanto tempo demora um pedido na Delonay?
A confirmação sai em 24 horas. Quando a peça está em estoque, o envio acontece em 48 horas. Quando é encomenda, a produção leva 30 dias em média. O frete leva em torno de 7 dias para o Sudeste e até 15 dias para destinos mais distantes. A data do seu pedido é confirmada no momento da compra.
A Delonay tem pronta entrega?
Depende do modelo, da cor e dos tamanhos no momento do pedido. A Delonay trabalha com agendamento e alto volume de recompra, então não há garantia de pronta entrega, principalmente entre janeiro e fevereiro. Confirme a disponibilidade antes de prometer prazo para a sua cliente.
Posso repor no meio da temporada?
Pode pedir, e o prazo vai depender do que estiver disponível naquele momento. Por isso a recomendação é encomendar quando o modelo começa a vender bem, e não quando a grade acaba. Reposição pedida em janeiro provavelmente entra como encomenda.
Moda praia para de vender depois do Carnaval?
Não em toda cidade. Em praças litorâneas e em boa parte do Nordeste a procura continua fora do verão, com temporada mais longa. O calendário nacional serve como ponto de partida, e o que decide é o giro que você registrou na sua própria loja.
Não tenho histórico de vendas. Como faço o primeiro calendário?
Use o calendário da fábrica como referência inicial (encomenda entre agosto e outubro para vender no verão), anote tudo nesta temporada, e corrija no ano que vem. O primeiro calendário é sempre hipótese, e ele fica confiável a partir do segundo ciclo.
